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sexta-feira, 29 de novembro de 2019

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CATEGORIA - NOSSOS BAIRROS, NOSSAS VIDASJabaquara, os escravos e o Sitio da RessacaAutor(a): Niderce Teresa Martins - Conheça esse autor

História publicada em 05/06/2011

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Iniciamos esta história, no bairro do Jabaquara.
O nome vem do tupi-guarani yab-a-quar-a, que significa rocha e buraco; local de refúgio.

Agora, vamos nos transportar no tempo, para o século XIX.

Nessa época, o bairro era uma mata deserta, caminho para Santo Amaro e litoral. Também era muito comum o tráfego de escravos, que eram comprados e vendidos como qualquer mercadoria, separados de seus familiares, sofriam maus tratos e toda a espécie de violência, por isso era natural que quisessem fugir, na esperança de encontrarem melhores condições.

Alguns senhores donos de escravos, não concordavam com tanta violência, e os protegiam. Foi o caso de Antonio de Lacerda Franco, que registrou em seu nome o escravo Quintino de Lacerda, dando apoio e ajudando a formar o maior quilombo conhecido do Brasil, em Santos.

Quintino de Lacerda dava cobertura aos escravos, e para isso havia um esquema para que a fuga não falhasse. Os escravos combinavam anteriormente a rota e deveriam chegar à mata do Jabaquara e por ali desciam a serra a pé até chegar ao Quilombo.

Ali em Santos, no morro também chamado Jabaquara, plantavam, colhiam, e uma grande comunidade se formou.

Com o apoio de Antonio de Lacerda, a comunidade cresceu e não paravam de chegar escravos em condições muito precárias.
Eram cuidados, alimentados e depois passavam a ajudar nos trabalhos do Quilombo.

Uma grande união se formou e Quintino Lacerda chegou a ser eleito vereador para a Câmara Municipal de Santos.

Mas, voltando ao nosso bairro, e aos nossos dias, é possível, encontrar um pouquinho daquelas épocas tão tristes, mas que contam história.

O Sitio da Ressaca, é um local que está próximo ao pátio de manobras do metrô Jabaquara, e abriga o Acervo da Memória e do Viver Afro-Brasileiro, em São Paulo.

A construção é de 1719, e por ali passaram vários proprietários, sendo o último a família Cantarella. Em 1969, parte do local foi desapropriado para a construção do metrô de São Paulo.

Uma biblioteca, cursos e exposições também fazem parte deste ambiente que por si só contam um pouquinho do trabalho escravo.

Esta é uma pequena homenagem àqueles que vieram de terras longínquas, trazendo força e valores que foram agregados a nossa cultura, e por isso o nosso respeito.

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 Da. Maria Nascimento